sábado, janeiro 21, 2012

A Tale of Two Sisters (2003)


Sou fã do cinema de terror oriental, pois, mesmo quando o filme não é tão bom, ainda assim consegue ser mais assustador do que a maioria dos filmes de terror americano. Talvez isto se deva ao viés psicológico do horror asiático, quase sempre com crianças ou pré-adolescentes, o que ressalta ainda mais a tensão.

"A Tale of Two Sisters" (traduzido no Brasil pelo título simples e pouco explicativo de "Medo") é uma produção coreana, que se tornou um remake Hollywoodiano em 2009, "The Uninvited", ou também "O Mistério das duas irmãs".

O original e o remake são relativamente diferentes. Na verdade, primeiro assisti à versão americana e confesso que não me impressionou muito, nem me assustou. Já o original coreano é muito mais eficaz e aterrador, apesar de possuir praticamente o mesmo storyline.

Trata-se da história de duas irmãs inseparáveis, Su-mi e Su-yeon, que, por causa do pai, são obrigadas  a morar com a madrasta. Logo percebemos o conflito clássico da madrasta contra as filhas, que atinge limites inimagináveis, ainda mais se somarmos aparições fantasmagóricas na história.

No entanto, é impossível discernir muito bem o que são aparições reais, pesadelo ou delírio, principalmente da metade do filme até o fim. Acompanhamos uma desintegração progressiva da psiqué da protagonista, Su-mi, até um ponto insustentável.

"A Tale of Two Sisters" possui algumas cenas bastante assustadoras, possivelmente inspiradas em sucessos japoneses, como Ringu. O desfecho aberto e um tanto frouxo dá margem a várias interpretações, o que, na minha opinião, funciona muito melhor do que o final mastigadinho do remake americano. Definitivamente, os americanos não gostam muito de sair coçando a cabeça, tentando decifrar o que o filme queria dizer.

Para quem gosta do gênero, vale assistir a este filme, que figura em várias listagens de melhores filmes de terror dos últimos tempos, mesmo que não seja tão extraordinário assim, mas vale pelo clima geral e por algumas cenas bastante amedrontadoras.

Um comentário:

João Gabriel Luppi Foster disse...

Não achei sua crítica sobre este filme muito bem feita, digamos assim, não acho que este filme seja um filme de terror, mas sim um filme de suspense, sim, com algumas poucas cenas de terror. Acho que você levou muito pouco em consideração na sua crítica. Este filme não foi feito para dar sustos, assim como a grande maioria dos filmes coreanos da mesma categoria, poderia citar Face, into the mirror, Cello, Shutter(Tailandês), e poderia citar muitos outros, este filme foi feito para você pensar, será que aquilo tudo realmente aconteceu daquele jeito? Será que realmente tinha um "espírito" ali? Ou será que era apenas o psicológico dos envolvidos? Eu e minha irmã assistimos muitos filmes deste tipo, e depois nós gostamos de sentar e discutir sobre cada momento do filme, e não somente da história, mas também a direção, a fotografia, por exemplo, você percebeu o contraste de cores que estava presente a todo o momento neste filme? O filme se passa inteiro com uma cor fria e uma quente na cena. Bom, acho que acabei me estendendo demais aqui, mas resumindo, gostaria apenas de dizer que para se fazer uma crítica de um filme você primeiro tem que ter entendido o filme por completo, pois este filme não deixa pontas soltas no final, se você usar a cabeça.