terça-feira, fevereiro 13, 2007

Factotum - Sem Destino (2005)


Nunca li Bukowski. É um daqueles autores do qual muito se ouve falar e, por alguma razão, nunca me interessou. Mera questão de gosto, já que poetas e escritores miseráveis, que passam a vida na sarjeta, não são bem aqueles que jazem nas minhas prateleiras.
No entanto, Bukowski fez muitos prosélitos. Há toda uma geração de escritores malditos, resmugando, vomitando, lançando suas misérias em páginas e mais páginas, crendo-se todos gênios incompreendidos.
"Factotum" é a história de um destes escritores malditos, Henry Chinaski (Matt Dilon). Pelo que dizem, Chinaski é o alter-ego do próprio Bukowski e uma breve incursão pela biografia do autor facilmente reforça tal idéia.
Henry Chinaski é um derrotado. Sem qualificação alguma, alcoólatra, ele simplesmente não consegue manter um emprego, um relacionamento amoroso estável, nem sequer um endereço fixo. Chinaski vaga por este mundo, com olhos apenas na sua carreira de escritor, e que tudo mais se exploda. É um gênio (será?) aprisionado numa vida e no corpo de um imbecil. Os únicos momentos em que ele se liberta é escrevendo ou se embriagando.
Porém, apesar da vida deplorável, Chinaski é o reflexo de muitos grandes escritores, divididos entre uma vida mundana medíocre - o escritório, o trabalho sem valor, o subemprego - e uma vida literária intensa e fervilhante. Neste sentido, Chinaski não é muito diferente de um Fernando Pessoa (igualmente alcoólatra) ou um Kafka. Todos os três são obrigados a vestir máscaras, para, enfim, na solidão do quarto, se despirem delas e revelarem seu eu interno. Todos os três passam a vida a tentar, sempre vendo suas empreitadas se frustrarem, todos estão no limite, sempre prestes a cair no abismo.
O ritmo de "Factotum" é lento, mas a interioridade de Chinaski é um turbilhão. Este descompasso é brilhante.
Nunca li Bukowski, mas talvez esteja na hora de fazê-lo.

Pós-escrito de 28 de março de 2010
Aproveitando o último comentário idiota nesta crítica, acrescento que, nos últimos meses, li alguns dos romances de Bukowski - "Post Office", "Factotum", Women", "Misto Quente", "Hollywood" e "Pulp".
A escrita de Charles Bukowski é bastante ágil e agradável, ao contrário do que percebo nos textos dos pseudoescritores que se inspiram na obra dele.
Como costuma ocorrer, o livro é muito melhor do que o filme, mais denso e mais inquietante.
No entanto, não mudo uma linha da crítica original: o mundo de Bukowski é realmente da sarjeta, do boteco, das putas baratas, da frustração e da derrota.
E acredito que a grande atração da obra dele seja justamente isto, fala diretamente para os leitores, que se identificam com esta vida dupla, com esta necessidade de libertação da opressora vida cotidiana, que gostariam de tocar a vida à base de cerveja e sexo. No entanto, tais leitores/fãs de Bukowski não tem colhões, nem a profundidade, nem o talento para viver como ele vivia.
"Factotum" é uma boa adaptação, só lamento ter assistido ao filmes antes de ter lido o livro, pois fiquei imaginando a cara do Matt Dillon no personagem de Chinaski. Não me agrada muito que a leitura seja influenciada deste modo.

23 comentários:

manuel a. domingos disse...

é isso. deve mesmo ler Bukowski

Anônimo disse...

pois é, de toda á sua crítica a única coisa sensata que disse foi que deveria ler bukowski.
vc nao apresentou nada de novo do que todos os críticos de bukowski fizeram todos estes anos, ou seja, atacá-lo. mas isto para ele era de algum modo revigorante. para ele todos os críticos nao passavam de alguns panacas. coisa que vc demonstrou brilhantemente. e se este mundo durar mais um século, bukowski ainda estará lá, ao passo que os velhos críticos estarão mortos e esquecidos e substituídos por novos críticos panacas.
vc rotula o cara como um derrotado, eu o rotulo como um vencedor. na sua visão liberal-burgues extremamente limitada julga as pessoas pelo que elas possuem, sou um vencedor se for bem sucedido. bukowski veio do nada sim, teve uma vida fodida, de bebedeiras, relacionamentos instáveis e sem um emprego fixo. mas tinha um objetivo sim. ser escritor, mesmo que maldito como vc o rotula foi um grande escritor e mesmo que tenha demorado foi reconhecido e venceu na vida. agora me responda ele foi o único com esta história de vida? olhe para a história, os grandes escritores, grandes pintores, enfim os clássicos. olhe quantos nao foram politicamente corretos, não foram bem sucedidos na sua visão capitalista, mas olha o que produziram para a arte e a história da humanidade. agora me responda que vai ficar pra história? vc ou bukowsi??

Henry Alfred disse...

Acho que o panaca aqui é você, Anônimo, pois é incapaz de entender que o texto é justamente uma inversão retórica, utilizando os argumentos habituais para criticar a obra de Bukowski, para se chegar à conclusão de que talvez o mundo por ele retratado seja muito mais amplo do que a nossa noção concepção cotidiana. E foi justamente por isto que o incluí ao lado de Pessoa e Kafka, baseando-me no filme, pois não conheço a obra dele para julgar.

Mas com sua defesa(?), típica de fãs que engolem tudo irrefletidamente de seus ídolos, é uma prova de que, se você não é capaz de interpretar uma simples crítica cinematográfica dum blog, muito menos deve entender o que Bukowski ou qualquer outro gênio(?) escreveu. Nem sequer posso ter a esperança de que você entenda minha resposta ao seu comentário, o que é uma pena...

Notícias de Botequim disse...

É...
Concordo com o Manuel, vc deve msm ler Bukowski!
E o filme é cruelmente tocante!rs!
Matt Dilon surpreendeu-me!
Boa leitura e ótimos comentários!

Leonardo Steinmüller disse...

Péssima crítica, péssima cara, péssimo perfil, e péssimo nome:Henry Alfred Bugalho. Putz,concordo com tudo o que o ânonimo disse!

Henry Alfred Bugalho disse...

E você veio coroar tudo isto com um péssimo comentário, Leonardo Steinmüller...
Perdeu a oportunidade de ficar calado e se recolher à sua insignificância.

Anônimo disse...

O "critico", Bukowski é m retrato de sua época ele mostra a verdade nua e crua que se passa longe desses "mundos fantasiosos" ele é o retrato de sua época assim como tantos outros autores o fizeram, acho engraçado que você encheu seu blog com seu currículo que ao que parece é extenso, só cometeu dois erros, nem sempre recebemos criticas positivas ao nosso trabalho, principalmente quando não temos nenhum conhecimento a respeito do que falamos...erro infantil e que demonstra uma tremenda falta de profissionalismo seu. Agora se voce esta aqui pra ficar ofendendo os leitores do seu blog e mandando eles se recolherem a "insignificância deles"- e voce também não tem base pra falar sobre a vida de um desconhecido- quanto mais se colocar no pedestal que voce se colocou.Pode ter o Currículo que for voce só não sabe ser profissional, tal como não sabe aceitar criticas, que diga-se de passagem é o que na maioria das vezes nos ajuda a refletir....Só para encerar Leonardo e anonimo, viva a liberdade da internet de poder falar o que se acha nossas opiniões aqui são livres, e abaixo os blog de 5° categoria como estes com uns Henry "sei lá quem" que além de não demonstrar profissionalismo nenhuma maturidade o que fica claro quando ele critica mas não aceita ser criticado!!!!

Zé mané....

Henry Alfred Bugalho disse...

Oi, Zé Mané (é assim que você assinou, não é? :D)

Primeiro, acho muito difícil acolher a critica de falta de profissionalismo, sem saber a que você exatamente se refere, principalmente vindo de alguém que mal sabe escrever em língua portuguesa, que não sabe utilizar acentuação, pontuação e parágrafos.
Você é o típico exemplo do teto de vidro. É melhor olhar para o próprio rabo antes de tentar pisar no dos outros.

Depois, eu não ganho um tostão com este blog, portanto, não é minha profissão, o que me exime de ter algum profissionalismo ao se tratar de críticas cinematográficas. Se não gostou, o problema não é meu.
Vai ler as críticas de quem você gosta e lamber os sacos deles.

Por fim, eu aceito qualquer argumento contrário, desde que seja fundamentado.
Aqui, apresento as minhas opiniões e os meus argumentos. Não espero que todo mundo concorde comigo, mas, se não concorda, o mínimo que espero é respeito e argumentos racionais.
Agora, se baixar o nível, como foi o que ocorreu nos comentários anteriores e no seu, vai levar na mesma medida.
É muito estranho que estes fãs de Bukowski, que é um autor que fala palavrão a chutar de rodo, venham com sensibilidade quando leva uns safanões na cabeça.
Falou merda, vai ter resposta... Não é a atitude mais cristã do mundo, mas é assim que é.

Anônimo disse...

o Zé mané foi pra vc.."o crítico" acho engraçado, vc fala de nós fãs de Bukowski, estamos sensíveis..e vc que não aceitou a critica negativa...vc tem um currículo no seu Blog..."Formado em Filosofia pela UFPR, com ênfase em Estética. Especialista em Literatura e História. Autor de quatro romances e de duas coletâneas de contos. Editor da Revista SAMIZDAT e um dos fundadores da Oficina Editora. Autor do livro best-selling "Guia Nova York para Mãos-de-Vaca"."
ao menos parece ser seu...quanto a ele falar palavrões, não sei ai onde vc mora mas no resto do mundo todos falam, inclusive vc, já deve ter falado algum...Mas acho interessante, pois quando um autor decide ser de verdade de carne e osso,ser errado ou certo, vc os poetas de rimas brancas logo sobem nas sapatas, o"critico" vai ler Bukowski e depois que vc LER e ENTENDER, escreve alguma coisa...pra vc tentar ver o lado mais "humano" dele procura um poema chamado o passarinho azul...é por causa dele que as pessoas gostam tanto desse bebum...OK?no seu blog vc tem direito a escrever o que quiser, mas não tem direito a nem tentar nem a humilhar quem quer que seja só pq não concordam com sua critica,e já que seu blog não é profissional tira os diplomas da parede....
pra não ficar difícil pra vc ler...SEU ZE MANE!!!!e da próxima vez leia a menssagem.

PS, não vou voltar mesmo no blog, to dando ibope pra quem não tem nem cultura...

Henry Alfred Bugalho disse...

O que você parece não entender, anônimo, é que não vou esperar alguém, e isto inclui você, vir aqui e escrever merda e não ouvir resposta.

Se você, ou alguns outros, tivessem a capacidade ou a decência de realizar críticas com o mínimo de argumentação receberiam uma resposta à altura. E é o que tenho feito neste blog desde que ele foi criado.
Mas quem vem com jargão e educação de gueto, é com o mesmo nível que será tratado.
Agora, se minhas "credenciais" supostamente te impressionaram (e me contradisseram), o que você parece ignorar - entre outras várias coisas, e isto parece incluir a própria literatura de Bukowski - é que esta biografia serve para todos os outros blogs que tenho no blogger, portanto, não a escrevi especificamente para as críticas de cinema, aliás, críticas que não faço há um bom tempo, pois já me cansei de receber comentários escrotos de favelados que acham que entendem de literatura e cinema só porque leem um livro ao ano (quando leem), ou vão ao cinema uma vez a cada cinco meses.

E você não poderia tomar uma decisão melhor. Já descobri que tudo que as pessoas mais gostam é de ler aquilo que elas já pensavam anteriomente.
Por que você não procura, então, alguém que fale aquilo que você gostaria de ouvir?

Pouparia o meu tempo e o seu.

Anônimo disse...

Ze mané vc é muito apelão...huahuahua..e infantil!huahuahuhauhauhua..ta todo mundo aqui morrendo de rir de vc,huahuua seu Burguês de NY, huahuha... olha só fica comprovado que faculdade não é tudo na vida!huahuauhuah...
abraço e boa sorte....ve se cresce...huhauhuah....a internet a ambiente livre de regras inclusive as de portuguel formal ou culto ...ze mane!huahuahuha

Henry Alfred Bugalho disse...

Nossa, que engraçado!
Está todo mundo rindo? Todo mundo quem, cara pálida? Você, seu irmãozinho de 5 anos e a sua turminha do gueto?

O que você não percebeu ainda é que a piada aqui é você, um covardão que se esconde atrás do anonimato da internet para ter chiliques porque alguém falou mal do seu "ídalo". Aliás, este nem é o caso aqui, já que ninguém falou mal de Buwkoski, mas isto você não percebeu, não é, seu analfabeto funcional?

Este "burguês de NY" revela bem de onde você vem. Gente da sua laia conheci às centenas, que são muito bons para fazer baderna e meter o pau, mas quando se trata de fazer algo decente e produtivo são uns zero à esquerda.

Realmente, ter faculdade não é tudo na vida, mas um pouquinho de educação formal o teria poupado de fazer papel de ridículo por aqui. Mas nunca é tarde para voltar para a escola e, desta vez, ser alfabetizado de fato, senhor anônimo (bem, suponho que seja um rapaz, porque as mulheres costumam ser bem mais educadas).

E já adianto que este será o seu último comentário anônimo que vou autorizar aqui. Não vou ficar dando Ibope para um flammer, nem desperdiçar o meu tempo por causa do complexo de inferioridade dos outros.

No entanto, o dia em que você quiser debater ideias, o espaço está aberto.

murillo disse...

Alguém lê seu blog?

Cara você é péssimo.

Se você não tem preparo pra receber críticas contrárias ao seu trabalho, como quer criticar o trabalho de outras pessoas?

A impressão que se tem é que você não tem nenhum controle emocional.

Quanto ao texto, acho que uma premissa básica de qualquer crítico é conhecer o trabalho da pessoa antes de criticá-lo. Se você não conhecia o trabalho de Bukowski (como afirmou nas primeiras linhas de seu texto) que se limitasse somente a criticar o filme.

E outra coisa, qual demérito tem em ser um favelado? Você do alto da sua arrogância e pobreza de espírito poderia explicar melhor? Você julga o caráter de um ser humando com base no lugar onde ele mora?

Meu caro, tenho pena de pessoas como você.

E se quer um conselho: pega os seus diplomas e títulos enfia no rabo e vai aprender um pouco com a vida.

Henry Alfred Bugalho disse...

Bem, Murillo, não sei se alguém lê isto aqui, mas realmente não me importa, pois os poucos desajustados que aparecem por aqui para me atacar, como é o seu caso, são diversão garantida pelo ano inteiro...

Mas você confunde as coisas. Não é necessário que um crítico de cinema tenha lido a obra que deu origem ao filme, isto inviabilizaria o ofício.

Imagine se o Ewald Filho, por exemplo, tivesse de ter lido todos os romances e contos, assistido a todos os musicais, peças de teatro e óperas para poder comentar sobre suas adaptações ao cinema. Isto é humanamente impossível.
No caso específico de Factotum, eu não poderia, na época em que escrevi a resenha sobre ele, avaliar a adaptação do livro, mas sim sua narrativa cinematográfica.
E se você não fosse um imbecil, teria provavelmente percebido que, além de eu não falar mal do filme, ele me instigou a ler Bukowski. O que não mudei de ideia é sobre a inépcia dos pseudo-escritores que o imitam.
Não sei se este é o seu caso (e esta é outra coisa que não me interessa), mas se for, sinto pena sua...

Realmente, ser favelado não é demérito algum, do mesmo modo que ser burguês também não é, mas isto nunca impediu que as pessoas se rotulassem umas às outras o tempo todo. Do que mesmo modo que você pode vir aqui e tentar me dar vários outros rótulos, como "sem controle emocional", "arrogante" e "pobre de espírito".
Quer dizer, qualquer um pode falar qualquer coisa de qualquer um... Grande merda!

Abraços.

murillo disse...

Acho que você não entendeu ou eu não me fiz claro.
Eu sei que para criticar um filme não precisa conhecer a obra do autor que o baseou. No entanto, acredito que para atacar o trabalho literário sim. Faz-se necessário conhecer profundamente seu trabalho para criticá-lo.
No seu caso, em passagens do seu texto, você deixou de lado o filme e criticou o autor Charles Bukowski.

Sinceramente eu não vejo o Rubens Ewald Filho fazendo isso.

Outra coisa, você pode não ser um arrogante, um pobre de espírito ou um desequilibrado emocional. Isso você demonstrou ser pelo que escreveu.

Chamando os poucos leitores de favelados, de pessoas com educação do gueto, mandando-os recolher a sua insignificância.

Ora, um blog onde o autor se intitulo "o crítico" não aceitar receber criticas?

Meu prezado, espero que você não estivesse em seus melhores dias quando respondes esses comentários.

Porque - na minha humilde opinião -um brasileiro que mora nos EUA chamar os seus compatriotas de favelados é... cara, eu não tenho nem palavra pra isso.

Desculpe a indignação, mas eu amo o meu país, amo o povo do meu país e fico sinceramente revoltado quando pessoas que tiveram oportunidades na vida em vez de agradecer, menosprezam aqueles que não tiveram.

Prezado, volto a repetir, e aqui encerro esse comentário, espero que tenha sido num dia ruim. Não julguei você, julguei o que você escreveu.

Henry Alfred Bugalho disse...

Entendo, Murillo.

Quer dizer que eu não posso julgar o autor Bukowski pelo que ele escreveu, mas você pode me julgar pelo que escrevo?

E depois sou eu quem tem uma visão deturpada?

Bem, vejamos algumas frases de Bukowski sobre si mesmo:

"Minha alma bêbada é mais triste do que todas as mortas árvores de natal mundo".

"É verdade que eu não tenho ambição, mas deve existir um lugar para pessoas sem ambição..."

"Eu frequentava os piores bares
Na esperança de ser morto, mas tudo que eu conseguia fazer era me embebedar de novo".

Estas são frases do Bukowski e, se você já leu alguma coisa dele e sobre ele, sabe que boa parte da obra dele é autobiográfica, ou seja, a vida e a personalidade de Bukowski transparece na obra dele (aliás, como ocorre com quase todos os escritores).
Se o próprio Bukowski se autodefine como um bêbado e um perdedor, por que eu não posso falar isto dele?
Aliás, tirando o primeiro parágrafo da resenha, todo o resto é sobre o filme, então não entendo porque você se doeu.

murillo disse...

Entendi.

Talvez eu tenha entendido errado.

Abraço e sucesso!

Anônimo disse...

bukowski nunk se disse um perdedor. essa eh a forma como vc conceitua as caracteristicas dele citadas com base em sua própria moral, que acredito realmente seja de um burgues liberal e reacionario

Anônimo disse...

Bukowski foi um bebado, um perdedor e
um grande dum filho duma égua, e seu paia era um grande dum filho da puta............exatamente igual a mim........só não sou escritor, sou o leitor.
Depois de ler Bukowski, os outros autores parecem bem infantis.

Henry Alfred Bugalho disse...

Tente ler Henry Miller também. Talvez goste.

Anônimo disse...

Ia te mandar ler Bukowski antes de escrever uma crítica,até porque o que mais tem por aí é frustrado escrevendo sobre o que não conhece, mas pelo visto não fui o único que pensou isso quando leu tua crítica...

eu disse...

não briguem que a mamãe não gosta!!!!

Anônimo disse...

"Find what you love and let it kill you"...
(Encontra o que tu amas e deixa isso te matar).

Essa frase do referido autor quebra qualquer crítica ou argumento de que o velho Hank foi um perdedor. O texto desdenhou os prazeres que o Buk teve enquanto vivo - bebidas, mulheres e solidão.. como se houvesse certo ou errado para o processo criativo do escritor, ou até mesmo para valores de vida.


Perdedor é quem vive sem prazer, é quem não se entrega ao que se ama.