quinta-feira, agosto 11, 2005

Água Negra (2005)



O parasitismo norte-americano realmente não tem mais limites. Após "O Chamado", "Dança Comigo?", "O Grito", lança-se agora mais um remake de sucessos japoneses.
No entanto, ao contrário dos três filmes supra-citados, "Dark Water" nunca foi um filme muito convincente. Não possuía o impacto de "Ringu", nem as fortes cenas de "Ju On: The Grudge". Do novo cinema japonês de terror, "Dark Water" era um dos mais fraquinhos.
O nome de Walter Salles na direção poderia ser um voto de confiança de que o filme não seria tão ruim. Afinal de contas, um diretor que traz em seu currículo filmes premiados como "Central do Brasil", "Diários de Motocicleta" e "Abril Despedaçado" deveria ter boas idéias para um filme que, originalmente, não era nem assustador tampouco possuía uma boa história.
Durante o processo de divórcio, Dahlia Willians (Jennifer Connely) deve comprovar que possui uma boa estrutura para conseguir ficar com a guarda de sua filha, Ceci (Ariel Gade). Para tanto, ela sujeita-se a alugar um apartamento em péssimo estado, mas grande o suficiente para ela e sua filha habitarem. Mas logo nos primeiros dias, elas começam a ter problemas com vazamentos de água proveniente do andar superior. Uma água negra, que dá nome ao filme, que insiste em continuar se infiltrando pelo teto mesmo após várias tentativas de reparo.
Este drama doméstico, que muitos locatários já devem ter sofrido (inclusive eu mesmo), logo revela-se como fruto de uma assombração, o espírito sem descanso de uma menininha que busca pelo amor de sua mãe.
Porém, contrariando o propósito de um filme de terror, "Água Negra" não assusta. Os vazamentos, por serem um evento cotidiano, aterrorizam mais do que a alma penada propriamente dita. O filme possui um ritmo morno do início ao fim, oferece respostas ruins e conclui de maneira insatisfatória. Além disto, ao abolir o conceito japonês quase escatológico, com um fantasma enlameado e de cabelos cobrindo o rosto, o remake americano se tornou um suspense fraco, que poderia ser intitulado "Água Negra com açúcar".
A estréia de Walter Salles no circuito hollywoodiano é um fiasco.
Agora resta sentar e esperar pelo próximo remake...

6 comentários:

Anônimo disse...

Adorei as suas críticas!
"Água Negra Com Açúcar" foi ótima!
A estruturação que vc fez, e os argumentos foram bem convicentes!
Eu também tenho um site de resenhas.
www.anfitriao.kit.net

Depois visita e me diz o que achou certo?
Falows!!

Marco

Rod disse...

Concordo plenamente. Água Negra não inova, muito pelo contrário, é uma cópia de O Chamado e com roteiro empobrecido ainda por cima...

Abraços!
Rodrigo Sánchez.

Gabriel disse...

O problema foi o marketing em cima do filme. Tudo indicava um terror do gênero de O Chamado, e na verdade Água Negra não é. É um drama com salpicos de suspense e uma fantasminha. É fiel ao original Dark Water, mas eu prefiro o original, enfim, talvez até por ser original.

Mas quando o Rodrigo diz que acha uma cópia de O Chamado eu discordo, pois O Chamado 2 copiou Dark Water com a idéia da fantasma querer uma mãe. Fazer o que se os ianques não são originais?

Mas respeito sua opinião, embora ache Dark Water um dos melhores do gênero. Mas sou fã de terror oriental, o que me torna suspeito pra falar. Enfim, um grande abraço!

Anônimo disse...

Poderia levar um titulo mais Seção da Tarde, como:

A Caixa D'agua Assassina

Assim não perderia meu tempo indo assistir.

Orlando Nobre disse...

Eu gostei do filme! é claro que se a intenção era ser um suspense inovador erraram muito no roteiro, mas gostei da direção e todo o clima do filme.
O foco fica por parte das atuações e eu indicaria pra alguém que não gosta de filmes "pesados".
Parabéns pelo blog!

Anônimo disse...

Calem a Boca...Esse filme nos traz uma realidade..Onde hj em dia uma mae dar a vida por um Filho...Tolos...Nos traz a pensamentos como : Como pode uma mae morrer por seu filho,que amor e este ?...Filme nota 1000