quarta-feira, março 09, 2005

Eterno Amor (2004)



Do mesmo diretor de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", com a mesma protagonista, mesmos roteiristas e com boa parte do elenco de "Amélie Poulain", porém, sem o encanto de "Amélie Poulain".
De fato, a impressão que se tem logo de início é a de que Jean-Pierre Jeunet acreditou ter encontrado uma fórmula cult para se dirigir bons filmes, e quis repetir em "Eterno Amor" o sucesso daquele filme que fez com que a carreira de Audrey Tautou deslanchasse.
A história é narrada por Mathilde (Tautou), uma jovem que parte em busca por respostas sobre o que aconteceu com seu noivo, Manech (Gaspard Ulliel), durante a Primeira Guerra Mundial.
À princípio, a fato de abordarem a primeira grande guerra já um deslocamento da prática usual, que cultua (quase que religiosamente) os eventos ocorridos durante a segunda grande guerra. É óbvio que as proporções de destruição entre a primeira e a segunda são gritantes, mas nem por isto alivia o horror da vida nas trincheiras belgas e francesas. A guerra urbana e o holocausto provocado pela máquina de guerra nazista osfucou um pouco o relato daqueles que morreram longe de suas casas em meio a florestas calcinadas intoxicados com gás mostarda, por isto o filme de Jeunet surpreende.
Contudo, "Eterno Amor" perde-se em meio a um enredo emaranhado, confuso e prolixo. Na metade inicial do filme, é infrutífera a luta para compreender qual é o nexo entre as várias personagens e concentrar-se na investigação de Mathilde. O filme entra nos eixos à medida que se aproxima do fim, mas não cativa. As digressões, estratégia extremamente bem utilizada em "Amélie Poulain", tornam-se um vício em "Eterno Amor" e mais atrapalha do que ajuda. A fotografia é belíssima, mas afetada e artificial.
O filme nasce à sombra de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" e será sob esta sombra que ele será sepultado.

7 comentários:

Bob disse...

Discordo. Não é tão bom quanto Amélie, mas fascina e cativa. Me prendeu a atenção de tal forma que não senti cansaço ao longo do filme. Senti a esperança e o fim de tudo em todos os momentos de esperança e desilusão de Mathilde.

A quantidade de personagens atrapalha. Fato. Mas não torna o filme ruim, tampouco "sepultável". Mas obviamente respeito tua opinião. Um abraço

Henry Alfred disse...

Obrigado por seu comentário Bob, mas ainda acredito "Eterno Amor" nasceu à sombra notoriedade de "Amélie".
Mas o que mais me surpreendeu foi a participação da Jodie Foster...

Anônimo disse...

Eu gostei de Eterno Amor. Sem dúvida, Amélie é melhor mas ele não deixa de ser ruim por causa disso. A esperança é uma das virtudes mais admiradas pelas pessoas, além disso há superação física. O filme não é tão inútil assim =)

Marco

Anônimo disse...

Esqueci de dizer q realmente o grande número de personagens confudem no mistério... E vc se surpreendeu pelo fato da Jodie estar lá ou a hist dela? Realmente, é uma situação bem... Incomum... õ_o

Marco

Henry Alfred disse...

Oi, Marco.

O que me surpreendeu na participação de Foster foi a qualidade da interpretação (o que já é mais do que provado em outros filmes) e o fato de ela ter se prontificado a atuar numa ponta.
Bem, eu sou fã dela, então sou suspeito para falar...
:)

A Autora disse...

Quando assisti, entrei no clima do filme. Prestei bem atenção nos personagens e tudo foi-se explicando naturalmente. Principalmente na hora que o sobrevivente conta toda a verdade à Mathilde. Filme realmente tocante, com muito brinho, cores e emoção - sim, parecidas com o fabuloso destino - e igualmente emocionantes. É difícil um filme "manjado" de alguém que espera seu amor na guerra não virar um dramalhão meloso. Eu adorei o filme, chorei e sorri com as peripécias da manca.

Anônimo disse...

Eterno amor é um filme legal mas nao entendi o que esse filme estava critindo era a guerra mundial
?
Respondam o mais rapido possivel
Obrigado;