terça-feira, fevereiro 01, 2005

Pi (1998)



Revolucionário!
É um dos filmes mais inovadores que já vi desde "2001: Uma Odisséia no Espaço" de Kubrick.
Max Cohen é um teórico de Matemática cujo objetivo de vida é descobrir um padrão numérico em todas as coisas. No entanto, tal busca tem sido observada por grupos diversos que pretendem utilizar a possível descoberta de Cohen para fins com os quais ele não concorda.
O primeiro filme de Darren Aronofsky é uma hábil compilação de teoria do caos, Cabala e a procura de um código na Torá, paranóia e cinema de vanguarda.
Num ritmo frenético e atormentado, somos conduzidos a um estado de angústia e indagação permanente. A investigação de Max por uma essência constitutiva do universo é a procura da própria humanidade, que desde os primórdios mergulhou nesta obsessão de ordenar e categorizar a multiplicidade caótica da sensibilidade. Aproximando-se, quanto a temática, do filme "Uma Mente Brilhante", "Pi" consegue superá-lo por sua estética pós-moderna que torna Max Cohen muito mais vivo e humano do que o John Nash interpretado por Crowe.
A trilha sonora eletrônica apenas acentua a estranheza e a tensão que é o ponto focal de "Pi".
O filme de estréia de um diretor promissor.

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