segunda-feira, outubro 11, 2004

Encontro e Desencontros (2003)




Eu realmente me esforcei para compreender o furor que "Encontros e Desencontros" causou na crítica norte-americana, mas não fui capaz de determinar a razão que fez um filme tão fraco e inexpressivo angariar o Oscar de Melhor Roteiro Original.

Bob Harris (Bill Murray) é um famoso ator americano que viaja ao Japão para gravar uma série de comerciais. Lá, ele encontra Charlotte (Scarlett Johansson), também americana e oprimida pela solidão de estar num país estrangeiro e pela constante ausência de seu marido fotógrafo.

Uma estranha amizade se forma entre Bob e Charlotte, o que permite que eles interajam com aquele mundo, sem, no entanto, se integrarem.

É a típica história xenofóbica americana, na mesma linha de "A Praia", "Busca Frenética", "Expresso da Meia-Noite", entre tantos outros. Contudo, o enredo é conduzido de maneira mais amena e o medo terrível que os americanos têm de deixar sua amada e bela Terra da Liberdade se reduz a um mero incômodo existencial.

De fato, há uma certa complacência da crítica com Sophia Coppolla pelo simples fato de ela portar aquele notório sobrenome. Nem "Virgens Suicidas" tampouco "Encontros e Desencontros" possuem a qualidade e o impacto para destacá-la ao nível de grandes diretores e roteiristas. Com certeza, boa parte da influência que ela exerce deriva do berço no qual ela nasceu. Se ela fosse brasileira e da família Silva, jamais teria dirigido sequer um curta-metragem.

Mas há quem goste e elogie. Entretanto, geralmente estas pessoas utilizam as indicações e premiações do Oscar como critério de qualidade. Um critério bastante duvidoso...

6 comentários:

Anônimo disse...

É a segunda vez que um filme mediano ganha o Oscar de Melhor Roteiro. Ano passado foi Encontros e Desencontros, e esse ano foi Sideways pra Roteiro Adaptado...
Tanto filme merecendo essa premiação e esses ficam se destacando por motivo algum!!

Marco

Marcos Vidal disse...

Creio que você nao foi sensivel o suficiente para captar a emocionante, leve e bela atuacao de Bill Murray e Scarlet Johanson, assim como deixou de fora da sua crítica o impecavel trabalho de filmagem que inclui desde a belíssima fotografia, captando com precisao a beleza e a vibracao de uma enorme metropole como Tokyo, até a ótima trilha sonora que se encaixa perfeitamente nas scenas do filme.

Anônimo disse...

É difícil acreditar que vc é formado em filosofia.

Henry Alfred Bugalho disse...

Não sabia que ser formado em Filosofia e achar "Encontros e Desencontros" um bom filme eram sinônimos...

Jorlan disse...

Respeito a sua opinião. Muito embora não concorde com ela em 90%

Lost in translation é sim um ótimo filme. Sofisticado, maduro e de difícil apreciação para quem se acostumou a assistir filmes meramente superficiais e totalmente mastigados(não que esse seja o seu caso), concordo com vc quanto a ganhar o Oscar de melhor roteiro original. Não era pra tanto!


Mas nem por isso essa bela obra de arte dessa notável cineasta deva ser menosprezada.

Vc se preocupou tanto em desvalorizar a sofia(sem h), que nem ao menos prestou atenção nas atuações fascinantes de Murray
e Johansson. E na belíssima homenagem a Tóquio na fotografia do filme. As peculiaridades do Japão sendo mostradas com senso de humor.
(Xenofobia pegaste pesado demais)

A moça(Sofia)tem talento!

Rachel disse...

Achei que eu fosse ler uma critica construtiva...
Ainda bem que tem o comentário do Jorlan e do Marcos pra não me fazer perder "viagem".