segunda-feira, agosto 23, 2004

Dogville (2003)




Simplesmente sensacional!

É difícil agüentar os primeiros minutos, por causa do estranhamento que o cenário (ou a falta dele) causa. Assim como quando diante de grandes verdade, nós precisamos nos adaptar diante da transparência de "Dogville".

Nicole Kidman é Grace, uma jovem que, após fugir de uns gangsters, se refugia nesta pequena e remota vila. No início, a população a recebe com desconfiança, mas após a proposta de Tom Edison, um dos moradores, Grace é aceita no convívio do vilarejo, desde que ela prove suas boas intenções ajudando seus habitantes. No entanto, o cerco se fecha e a polícia passa a vasculhar as cidades vizinhas à procura da fugitiva. Amedrontados, os moradores começam a exigir mais favores da pobre Grace, reduzindo-a quase a um estágio de escravidão.

Mais uma vez, a faceta de sofredora de Nicole é explorada, pois Grace se assemelha muito a personagens melancólicas por ela interpretadas anteriomente, como a Virginia Wolff de "As Horas", como em "De Olhos Bem Fechados", "Moulin Rouge" e, em certo grau, em "Os Outros". É incrível como o sofrimento de Grace nos faz odiar os moradores desta maltida vila!

"Dogville" revela tudo que há de mau e de corrupto em nós e a constatação de que também agiríamos, se estivéssemos na situação dos habitantes de Dogville, como eles é perturbadora.

Um grande e catártico filme.

5 comentários:

Natanael disse...

Crítica ou sinopse?

Henry Alfred disse...

Acho que está mais para uma resenha.

Anônimo disse...

bom se a crítica existisse em uma maior profundidade , pois os comentários lidos a té aqui no seu blog está mais para sinopse.

Gabriel disse...

Até o texto disponível na Wikipedia sobre o filme é melhor!

Henry Alfred Bugalho disse...

Que bom, Gabriel, então leia na Wikipédia...